Aguardo a qualquer momento a proibição do peido.
Dados científicos comprovam uma maior sensibilidade olfactiva ao fenómeno em adultos entre os 15 e os 60 anos. De acordo com estudos efectuados esta sensibilidade é muito fraca entre os recém-nascidos e nos jovens até aos 15 anos. É também reduzida na maior parte dos indivíduos mais idosos, grupos em que se verifica uma redução proporcional à idade. Segundo os mesmos estudos há uma diferença entre estes grupos etários: enquanto no escalão dos mais jovens se verifica um apuro ao aspecto sonoro do fenómeno, sendo a insensibilidade mais significativa ao nível odorífero; nos grupos mais idosos esta reacção deficitária é comum a ambas as características. Com base nestes dados científicos, é de prever que a proibição seja implementada de forma criteriosa.
Inicialmente será aplicada a proibição em recintos fechados. O governo deverá acautelar a qualidade do ar em recintos onde a presença de indivíduos adultos seja predominante. Prevê-se que numa primeira fase estejam isentos desta proibição os recintos exclusivamente dedicados aos mais jovens (creches, jardins de infância e similares). As escolas secundárias e as universidades deverão gozar de um estatuto especial em que se proíbe apenas as ventosidades ruidosas, ficando as silenciosas de fora do projecto-lei inicial. Os lares, centros de dia, misericórdias e outros equipamentos sociais para os mais idosos deverão ver aplicado um regime que, ao contrário das faculdades, prevê a interdição completa das rabanadas silenciosas mas potentes em cheiro, sendo que ficarão isentas as de fraco odor, independentemente do seu factor sonoro.
Outros espaços como restaurantes, transportes públicos, hospitais e até veículos particulares, não serão esquecidos pela nova lei. Entre as medidas destacam-se as novas exigências de instalação de um detector de odores nas entradas, os seguranças (ou porteiros em discotecas, etc) passarão a ter de tirar uma licença especial de "apalpação" para os casos de deflagrações antigas que possam ter deixado vestígios na roupa, as inspecções periódicas dos automóveis passarão a verificar a existência de dispositivos ambipur devidamente homologados.
Até à criação da secretaria de estado do peido, que incluirá uma direcção geral do cheiro e outra do ruído, a fiscalização ficará a cargo das várias autoridades policiais já existentes. É espectável que após a regulamentação do diploma venha a ser criada uma "trak" force específica para o efeito. Para financiar a nova organização será criada uma taxa do peido, a ser paga pelos fabricantes de desodorizantes e perfumes, de acordo com o seu volume de negócios.
Os planos prevêem o posterior alargamento da proibição a todos os espaços públicos ou privados. Foi criada uma CU-missão para certificar instrumentos de medição e recolha de provas para posterior acusação judicial dos prevaricadores. Entre as penas previstas estão medidas como a prestação de serviço cívico como "farejador" de alimentos deteriorados apreendidos pela ASAE. O governo equaciona ainda a criação de hospitais-prisionais com uma ala dedicada a investigação e desenvolvimento de implantes nasais, e onde poderão ser criadas câmaras de gás especificamente para o cumprimento das penas.
Esta medida enquadra-se num pacote legislativo que teve inicio com a proibição do uso de sal na confecção das refeições familiares e onde uma das próximas áreas de intervenção será a obrigatoriedade de mudar de peúgas diariamente. Elementos do governo divergem ainda nesta matéria, havendo quem prefira avançar em primeiro lugar com a obrigatoriedade de certificação dos talheres, o que permitiria usar as receitas na criação da "trak" force.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 8 de junho de 2010
Capitalismo Contemporâneo
O papá já deu autorização. As crianças podem agora trocar os brinquedos e voltar às brincadeiras. A vida segue dentro de momentos...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Badalhoquices
Com algum atraso, encontro um post de João Rodrigues no Arrasão sobre a Pordata. Descrevendo a base como "excelente", o autor assinala criticamente o seguinte facto: "o Estado cria ou ajuda a criar e os 'privados' ficam com os lucros ou, quando não é caso disso, com o que importa: a estima e os louros que o dinheiro consegue comprar em sociedades demasiado desiguais".(...)
Olhando com a atenção para as fontes de Pordata, constato que a base beneficiou não apenas do trabalho de recolha e organização de dados que António Barreto fez quando estava no Instituto de Ciências Sociais (do Estado) mas também do trabalho de recolha e tratamento de dados feitos por uma multidão de instituições estatais, tais como o Banco de Portugal, o INE, vários ministérios, a Biblioteca Nacional e outras. Um escândalo, na verdade.
Só vejo uma solução: enquanto o Estado não assumir a responsabilidade de produzir uma plataforma que organize toda a esta informação e a torne acessível, os privados não lhe deveriam ter acesso para os fins que entenderem. Que é isto de comprar "estima e louros" com informação gerada com o dinheiro dos contribuintes?
(...)
Que é isso de usar competências académicas adquiridas numa sociedade demasiado desigual e dados produzidos pelo Estado para obter estima e louros na comunidade académica? Em rigor, acho que apenas o Estado deveria ter acesso aos dados que ele próprio cria ou ajuda a criar, para não haver cá badalhoquices.
Por Pedro Magalhães, no "Margens de Erro", em resposta a um "tal de" João Rodrigues, sobre o PORDATA (que se recomenda vivamente e que pode ser consultado em www.pordata.pt)
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Recursos naturais
Para nós, [a liberdade de imprensa] corresponde ao poder dos jornalistas, e só deles, decidirem o que escrevem nos jornais onde trabalham, com garantias de autonomia face ao poder político, sim, mas também económico. E a um verdadeiro pluralismo político que não se limite ao centrão ideológico.
Segundo Daniel Oliveira, João Rodrigues, Pedro Sales, Pedro Vieira, Rui Bebiano e Sérgio Lavos, os jornais crescem nas arvores.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A palavra, a verdade e o poder
WORDS WILL ALWAYS RETAIN THEIR POWER
Good evening, London. Allow me first to apologize. I do, like many of you, appreciate the comforts of the everyday routine. The security of the familiar, the tranquility of repetition. I enjoy them as much as any bloke. But in the spirit of commemoration whereby important events of the past usually associated with someone's death or the end of some awful, bloody struggle are celebrated with a nice holiday. I thought we could mark this November the 5th. A day that is, sadly, no longer remembered by taking some time out of our daily lives to sit down and have a little chat. There are, of course, those who do not want us to speak. Even now, orders are being shouted into telephones and men with guns will soon be on their way.
Why? Because while the truncheon may be used in lieu of conversation. Words will always retain their power. Words offer the means to meaning and, for those who will listen, the enunciation of truth. And the truth is there is something terribly wrong with this country, isn't there? Cruelty and injustice, intolerance and oppression. And where once you had the freedom to object to think and speak as you saw fit, you now have censors and systems of Surveillance coercing your conformity and soliciting submission. How did this happen? Who's to blame? Certainly there are those who are more responsible than others and they will be held accountable. But again, truth be told, if you're looking for the guilty you need only look into a mirror.
I know why you did it. I know you were afraid. Who wouldn't be? War, terror, disease. There were a myriad of problems which conspired to corrupt your reason and rob you of your common sense. Fear got the best of you and in your panic, you turned to the now High Chancellor Adam Sutler. He promised you order, he promised you peace and all he demanded in return was your silent, obedient consent. Last night, I sought to end that silence. Last night, I destroyed the Old Bailey to remind this country of what it has forgotten.
More than 400 years ago, a great citizen wished to imbed the 5th of November forever in our memory. His hope was to remind the world that fairness, justice and freedom are more than words. They are perspectives. So if you've seen nothing, if the crimes of this government remain unknown to you then I would suggest that you allow the 5th of November to pass unmarked. But if you see what I see if you feel as I feel, and if you would seek as I seek then I ask you to stand beside me, one year from tonight outside the gates of Parliament and together, we shall give them a 5th of November that shall never, ever be forgot.
Via O Insurgente
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Assim também eu
Mário Lino, um dos grandes empreendedores e empresários portugueses, não revelou completamente os contornos de um dos negócios que fez com o dinheiro dos outros:
Entretanto, o maior consórcio empresarial português (em que Lino também participa), chegou a acordo para a compra da seguradora COSEC.
A compra da COSEC permitirá aos anteriores detentores da empresa uma mais-valia superior a 7 milhões de euros.
Eu tenho por aqui uns activos que coloquei no mercado, bem mais pequenos (200 a 300 mil euros), mas que por sinal também se enquadrariam numa parceria do género.
Talvez seja por estar disponível para partilhar do ónus do risco, ou porventura por até dispensar quaisquer mais-valias, o que é certo é que os representantes deste consórcio não parecem nada interessados.
(...) o Estado, através do Porto de Lisboa, terá de pagar à Liscont, empresa do grupo Mota-Engil que por ajuste directo explora a concessão, se o negócio desta correr mal.
Entretanto, o maior consórcio empresarial português (em que Lino também participa), chegou a acordo para a compra da seguradora COSEC.
A compra da COSEC permitirá aos anteriores detentores da empresa uma mais-valia superior a 7 milhões de euros.
Eu tenho por aqui uns activos que coloquei no mercado, bem mais pequenos (200 a 300 mil euros), mas que por sinal também se enquadrariam numa parceria do género.
Talvez seja por estar disponível para partilhar do ónus do risco, ou porventura por até dispensar quaisquer mais-valias, o que é certo é que os representantes deste consórcio não parecem nada interessados.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Frase da semana
Portugal atravessa um período de deflação. Hoje os keynesianos não almoçaram porque sabem que amanhã o almoço será mais barato. E assim sucessivamente.
Por João Miranda, in Blasfémias
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Frase do dia
Em tempos de incerteza nos mercados, Manuel Pinho fez questão de mostrar que está do lado dos touros... Nós os contribuintes somos os ursos...
Pepi, In Caldeirão de Bolsa
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Maior empresário português foi despedido
Manuel Pinho, o homem que nos últimos meses se mostrou incansável na sua acção produtiva e empreendedora foi despedido ou, se preferirem, despediu-se.
O despedimento veio na sequência deste desabafo, certamente em resposta à ingratidão da esquerda parlamentar.
Não se compreende tamanha ingratidão ao homem que, vindo do anonimato, mostrou capacidades de empreendedorismo e produtividade que ofuscaram completamente homens como Américo Amorim, Belmiro de Azevedo, Soares dos Santos e, atrever-me-ia mesmo a dizer, Bill Gates.
O homem que meteu a mão em tudo o que era empresa em dificuldade e que se fartou de investir para salvar a economia e postos de trabalho, merecia mais consideração.
O despedimento veio na sequência deste desabafo, certamente em resposta à ingratidão da esquerda parlamentar.
Não se compreende tamanha ingratidão ao homem que, vindo do anonimato, mostrou capacidades de empreendedorismo e produtividade que ofuscaram completamente homens como Américo Amorim, Belmiro de Azevedo, Soares dos Santos e, atrever-me-ia mesmo a dizer, Bill Gates.
O homem que meteu a mão em tudo o que era empresa em dificuldade e que se fartou de investir para salvar a economia e postos de trabalho, merecia mais consideração.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Relações Duradoiras
Ao contrário do que poderia fazer parecer com a recente lei do divórcio, este governo está empenhado em promover relações duradoiras. Em especial quando esse empenho se traduz em mais uma oportunidade para saciar o seu apetite pela propriedade alheia.
Agora são mais 35% em sede de IRC das indennizações a receber por gestores administradores e gerentes por cessação de funções. Em sede de IRC significa que quem paga não é o gerente mas a empresa.
Em cima da actual falta de liberdade de adaptação aos mercados e limitação da eficácia competitiva, esta medida irá certamente manter muitos gerentes e administradores nos seus postos independentemente da sua competência e dos resultados apresentados, numa lógica do accionista privado.
Na lógica do accionista estado, aquele que nomeia os gestores e administradores por critérios políticos, é mais uma forma de promover a incompetência e beneficiar o administrador que cessa funções. Afinal, quem paga é o contribuinte.
Se tem ou pensa vir a ter uma empresa, tenha cuidado: nomear um gerente ou administrador é, a prazo, estabelecer uma relação tão sólida como um casamento e quebrá-la custará bem mais caro que um divórcio.
Agora são mais 35% em sede de IRC das indennizações a receber por gestores administradores e gerentes por cessação de funções. Em sede de IRC significa que quem paga não é o gerente mas a empresa.
Em cima da actual falta de liberdade de adaptação aos mercados e limitação da eficácia competitiva, esta medida irá certamente manter muitos gerentes e administradores nos seus postos independentemente da sua competência e dos resultados apresentados, numa lógica do accionista privado.
Na lógica do accionista estado, aquele que nomeia os gestores e administradores por critérios políticos, é mais uma forma de promover a incompetência e beneficiar o administrador que cessa funções. Afinal, quem paga é o contribuinte.
Se tem ou pensa vir a ter uma empresa, tenha cuidado: nomear um gerente ou administrador é, a prazo, estabelecer uma relação tão sólida como um casamento e quebrá-la custará bem mais caro que um divórcio.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
Portugal é isto?
Chamados a compôr uma delegação política de 22 representantes em Bruxelas, os portugueses escolheram:
15 Socialistas ou pró-socialistas;
5 Comunistas ou pró-comunistas;
2 Conservadores.
Hoje também vi o filme "o último samurai" em que a certa altura perguntam ao capitão Algren (desempenhado por Tom Cruise) porque razão é que ele odiava tanto o seu próprio povo.
Amanhã logo faço a digestão...
15 Socialistas ou pró-socialistas;
5 Comunistas ou pró-comunistas;
2 Conservadores.
Hoje também vi o filme "o último samurai" em que a certa altura perguntam ao capitão Algren (desempenhado por Tom Cruise) porque razão é que ele odiava tanto o seu próprio povo.
Amanhã logo faço a digestão...
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Aumento da criminalidade
O governo está preocupado com o aumento da criminalidade. Com a plena consciência da ineficiência estatal, o governo teme a concorrência feroz na arte de roubar que se pode traduzir numa perca de quota de mercado essencial às contas públicas.
Para tentar manter a sua quota de mercado no sector da bandidagem, o governo aprovou uma medida que obriga "as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) a optar entre o reembolso do IVA e os donativos de 0,5 por cento dos contribuintes através da declaração de rendimentos".
Ou seja, tens de escolher entre o que é teu e o que os outros decidiram dar-te. Uma destas fica para o bom do estado que não se pode dar ao luxo de perder terreno para os restantes ladrões.
Ao contrário do que se afirma em oposição a esta medida, não é uma "injustiça social". Não há injustiça social. Há justiça e a falta dela. Ponto.
Os donativos já são em si uma alternativa ao roubo. É o uso de uma perrogativa de "antes para estes do que para aqueles", num acto de escolhas condicionadas. A maior parte das pessoas que doam os 0,5%, se questionadas em liberdade, até doariam 100%.
Para tentar manter a sua quota de mercado no sector da bandidagem, o governo aprovou uma medida que obriga "as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) a optar entre o reembolso do IVA e os donativos de 0,5 por cento dos contribuintes através da declaração de rendimentos".
Ou seja, tens de escolher entre o que é teu e o que os outros decidiram dar-te. Uma destas fica para o bom do estado que não se pode dar ao luxo de perder terreno para os restantes ladrões.
Ao contrário do que se afirma em oposição a esta medida, não é uma "injustiça social". Não há injustiça social. Há justiça e a falta dela. Ponto.
Os donativos já são em si uma alternativa ao roubo. É o uso de uma perrogativa de "antes para estes do que para aqueles", num acto de escolhas condicionadas. A maior parte das pessoas que doam os 0,5%, se questionadas em liberdade, até doariam 100%.
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Resumo capitalista
NOTA: Este texto deve ser lido com grandes doses de boa disposição. Ele nasce de um comentário neste post dos Ladrões de Bicicletas. A curiosidade em conhecer os ladrões deveu-se aos inumeros elogios do Carlos Santos no Valor das Ideias.. Tinha de ir ver se não havia ideias trocadas ou bicicletas devolvidas.
O capitalismo é um sistema económico (jamais político!!!) em que a partir do inicio do sec XX os estados passaram a intervir na economia, através de politicas socias que visam a redução das desigualdades através da redistribuição de riqueza, promovendo o bem estar social e o desenvolvimento sustentado.
Uma das principais ferramentas para este novo exercicio, nascido com o capitalismo, foi a gradual supressão do padrão ouro que permitiu arrojadas políticas monetárias. Esta linha foi iniciada com a cartelização dos bancos, coordenados por um banco central (a Reserva Federal dos Estados Unidos - FED - foi criada em 1913). Rosevelt deu um passo importante em 1933 ao confiscar o ouro em circulação (pagando obviamente em dolares a sua cotação à altura) e, logo que assegurou a sua posse, promovendo um ajuste em alta da cotação. Desta forma o governo dos USA multiplicou os dolares e consegui acorrer e apoiar os cerca de 25% de desempregados.
Estavamos na Grande Recessão e lá ficámos até ao final da 2ª guerra mundial (paga com dolares, após as políticas de Rosevelt) que provocou a falência e ruina europeias. Em 1946, para recuperar a europa, deu-se inicio ao plano Marshal (pago também com dolares) com a ajuda de um novo conceito monetário: 1 onça de ouro = 35 USD (acordo de Brenton Woods).
Desta forma, as reservas e a economia poderam ser alavancadas de maneira a que os estados capitalistas da europa pudessem implementar as suas políticas sociais e recuperar do desastre da guerra. Como toda a recuperação foi baseada nos principios capitalistas, ela foi levada a cabo pelos estados e paga em papel em vez de ouro e as reservas de USD na europa cresceram muito.
Em 1971, o general francês De Gaule pediu a Nixon que trocasse esses papeis de dolar por ouro (na razão de 35/1 - Brenton Woods) e foi então que a europa soube que os USA se tinham enganado nas contas e não havia reservas de ouro para fazer a correspondência. Como não souberam o que dizer aos europeus, então habituados à protecção social típica dos sistemas capitalistas, decidiram não dizer nada. Abandonou-se o acordo Brenton Woods e acabou-se com a última amarra que impedia o capitalismo de proliferar na sua totalidade: a relação do dolar ao ouro. Nasceram os mercados cambiais, onde cada moeda tinha a sua cotação para as outras (e para o ouro), de forma a que os valores de riqueza (PIB) da cada país não pudessem ser manipulados por criação de notas a partir de dívida, por consumo em excesso contra produção limitada e para que as dívidas dos estados (públicas) pudessem ser capazes de incrementar e melhorar as tais políticas sociais e de redistribuição de riqueza para a melhoria do bem estar social, como recomendavam todos os manuais capitalistas: nasceu o laissez-faire!!!
A revolução industrial e tudo o que se passou no sec. XIX foi pura coincidência!!!!!!!
Vale a pena acrescentar mais?!
O capitalismo é um sistema económico (jamais político!!!) em que a partir do inicio do sec XX os estados passaram a intervir na economia, através de politicas socias que visam a redução das desigualdades através da redistribuição de riqueza, promovendo o bem estar social e o desenvolvimento sustentado.
Uma das principais ferramentas para este novo exercicio, nascido com o capitalismo, foi a gradual supressão do padrão ouro que permitiu arrojadas políticas monetárias. Esta linha foi iniciada com a cartelização dos bancos, coordenados por um banco central (a Reserva Federal dos Estados Unidos - FED - foi criada em 1913). Rosevelt deu um passo importante em 1933 ao confiscar o ouro em circulação (pagando obviamente em dolares a sua cotação à altura) e, logo que assegurou a sua posse, promovendo um ajuste em alta da cotação. Desta forma o governo dos USA multiplicou os dolares e consegui acorrer e apoiar os cerca de 25% de desempregados.
Estavamos na Grande Recessão e lá ficámos até ao final da 2ª guerra mundial (paga com dolares, após as políticas de Rosevelt) que provocou a falência e ruina europeias. Em 1946, para recuperar a europa, deu-se inicio ao plano Marshal (pago também com dolares) com a ajuda de um novo conceito monetário: 1 onça de ouro = 35 USD (acordo de Brenton Woods).
Desta forma, as reservas e a economia poderam ser alavancadas de maneira a que os estados capitalistas da europa pudessem implementar as suas políticas sociais e recuperar do desastre da guerra. Como toda a recuperação foi baseada nos principios capitalistas, ela foi levada a cabo pelos estados e paga em papel em vez de ouro e as reservas de USD na europa cresceram muito.
Em 1971, o general francês De Gaule pediu a Nixon que trocasse esses papeis de dolar por ouro (na razão de 35/1 - Brenton Woods) e foi então que a europa soube que os USA se tinham enganado nas contas e não havia reservas de ouro para fazer a correspondência. Como não souberam o que dizer aos europeus, então habituados à protecção social típica dos sistemas capitalistas, decidiram não dizer nada. Abandonou-se o acordo Brenton Woods e acabou-se com a última amarra que impedia o capitalismo de proliferar na sua totalidade: a relação do dolar ao ouro. Nasceram os mercados cambiais, onde cada moeda tinha a sua cotação para as outras (e para o ouro), de forma a que os valores de riqueza (PIB) da cada país não pudessem ser manipulados por criação de notas a partir de dívida, por consumo em excesso contra produção limitada e para que as dívidas dos estados (públicas) pudessem ser capazes de incrementar e melhorar as tais políticas sociais e de redistribuição de riqueza para a melhoria do bem estar social, como recomendavam todos os manuais capitalistas: nasceu o laissez-faire!!!
A revolução industrial e tudo o que se passou no sec. XIX foi pura coincidência!!!!!!!
Vale a pena acrescentar mais?!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
É por isto que existem off-shores.
Um dos mais altos magistrados da nação propôs hoje, na abertura do ano judicial, o inicio do fim da ilusão da propriedade privada: o fim do sigilo bancário e fiscal. O presidente do Supremo Tribunal de (in)Justiça (STJ) acha, portanto, que o príncipio deve ser o de todos saberem tudo sobre toda a gente. Todos menos os assuntos da governação e da justiça que devem, em nome do "interesse público", permanecer nas altas esferas dos detentores da luz.
No mesmo dia, no caso "Esmeralda" - que não me interessa para nada pois cada um é que sabe da sua vida - o advogado do progenitor profere, à saida duma sessão, qualquer coisa como "... nos interesses da lei ...". Sempre achei que a lei defendia os interesses do Homem. Fiquei a saber que afinal a senhora tem interesses próprios.
O Bastonário da Ordem dos Advogados (OA) nas suas declarações condenou o "fundamentalismo justiceiro do estado", criticou as "buscas em escritórios de advogados sem respeito pelas imunidades legais e constitucionais" e declarou haver "razões para suspeitar que algumas investigações visam, em simbiose com o jornalismo sensacionalista, conseguir a criação artificial do alarme social tão necessário à aplicação de severas condenações ou de desproporcionadas medidas de coacção". Constatei a sua rectidão de carácter, que continua a fazer com que seja o mais "mal amado" bastonário de que tenho memória. Nem pergunto porquê...
Num dia passado sob a cândida eminência do mais alto magistrado da nação que, perante tamanha normalidade, declarou ao país que "para uma justiça melhor, é necessário legislar melhor", fiquei a conhecer um pouco mais desta nossa... "comunidade".
Sr. Presidente: justiça é isso mesmo. Ou há ou não há. O conceito de melhor confesso que me escapa aqui aplicado. Se queria mesmo dizer me... dissesse me... nos. Retirava o artigo (que até é indefinido) e definia sensatez: "para justiça, é necessário legislar menos".
Mas, Sr. Presidente, com tanto alarme social e com o toldo estendido pela televisão que nos entra em casa, já estão todos prontos para desenhar na tela que lhe deram para segurar: correrão às nossas contas bancárias, aos escritórios dos nossos advogados, à casa da nossa mãe, à loja do nosso tio, à oficina do nosso amigo, à fábrica do nosso vizinho.
A religião é o estado, a esmola é a lei, e os senhores são todos uns santos. Um verdadeiro milagre seria conseguirem combater a crise, mas já ninguém se lembra que foram os senhores e a vossa escola que para aqui nos arrastaram.
No mesmo dia, no caso "Esmeralda" - que não me interessa para nada pois cada um é que sabe da sua vida - o advogado do progenitor profere, à saida duma sessão, qualquer coisa como "... nos interesses da lei ...". Sempre achei que a lei defendia os interesses do Homem. Fiquei a saber que afinal a senhora tem interesses próprios.
O Bastonário da Ordem dos Advogados (OA) nas suas declarações condenou o "fundamentalismo justiceiro do estado", criticou as "buscas em escritórios de advogados sem respeito pelas imunidades legais e constitucionais" e declarou haver "razões para suspeitar que algumas investigações visam, em simbiose com o jornalismo sensacionalista, conseguir a criação artificial do alarme social tão necessário à aplicação de severas condenações ou de desproporcionadas medidas de coacção". Constatei a sua rectidão de carácter, que continua a fazer com que seja o mais "mal amado" bastonário de que tenho memória. Nem pergunto porquê...
Num dia passado sob a cândida eminência do mais alto magistrado da nação que, perante tamanha normalidade, declarou ao país que "para uma justiça melhor, é necessário legislar melhor", fiquei a conhecer um pouco mais desta nossa... "comunidade".
Sr. Presidente: justiça é isso mesmo. Ou há ou não há. O conceito de melhor confesso que me escapa aqui aplicado. Se queria mesmo dizer me... dissesse me... nos. Retirava o artigo (que até é indefinido) e definia sensatez: "para justiça, é necessário legislar menos".
Mas, Sr. Presidente, com tanto alarme social e com o toldo estendido pela televisão que nos entra em casa, já estão todos prontos para desenhar na tela que lhe deram para segurar: correrão às nossas contas bancárias, aos escritórios dos nossos advogados, à casa da nossa mãe, à loja do nosso tio, à oficina do nosso amigo, à fábrica do nosso vizinho.
A religião é o estado, a esmola é a lei, e os senhores são todos uns santos. Um verdadeiro milagre seria conseguirem combater a crise, mas já ninguém se lembra que foram os senhores e a vossa escola que para aqui nos arrastaram.
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